Fotoclube Porto-alegrense

[Artigo] Andréa Seligman: A Essência da Fotografia Intuitiva

 

Andréa Seligman: A Essência da Fotografia Intuitiva

Há poucos dias, a Mobiography Magazine — referência internacional em fotografia móvel — publicou uma entrevista com Andréa Seligman. Para muitos, foi a primeira vez conhecendo sua obra; para nós, do FCPOA, é a chance de revisitar sua trajetória e entender melhor seu processo criativo. Reunimos aqui trechos traduzidos dessa entrevista e histórias contadas pela própria Andréa.

Um pouco de Andréa, por ela mesma

“Sou Andréa Seligman, natural de Porto Alegre. Tenho uma filha maravilhosa e muito amada de 13 anos (Helena) e três sobrinhos lindos. Sempre gostei de artes visuais e criatividade. Minha primeira faculdade foi Publicidade e Propaganda, mas não era o que eu queria. Fiz Arquitetura, que me deu a base para tudo que viria depois.

Quando criança, minha mãe trabalhava no MARGS e me levava com ela. Eu percorria as salas, observava as obras, via montagens de exposições e vernissages. Meu pai foi minha primeira referência na fotografia, com um mini laboratório no banheiro da garagem. A luz vermelha era o momento mágico: torcíamos para que a imagem saísse boa — e sempre saía.”

Da arte ao clique

Na entrevista, Andréa relembra seu início com fotos de cena, registrando festivais de teatro e, em 2018, realizando sua primeira exposição individual. Na pandemia, encontrou no autorretrato uma forma de expressão e cura emocional:

“Era como materializar medos, angústias, incertezas, sonhos e sentimentos.”

Processo criativo

“Meu processo é muito intuitivo”, contou à Mobiography. “Não planejo rigidamente; deixo a imagem se formar enquanto observo.” Ela busca o incomum no cotidiano, é fascinada por reflexos e atmosferas abertas à interpretação. Sua formação em arquitetura aguçou o olhar para ângulos, texturas, luz e sombra.

Técnica e edição

Andréa fotografa e edita majoritariamente no celular, usando Snapseed. “Gosto de cortar o excesso, corrigir a luz e, em autorretratos, usar sobreposições e filtros para criar drama.” Prefere saturação moderada e preto e branco minimalista.

Reconhecimento e trajetória internacional

Desde 2020, Andréa direciona seu trabalho ao estudo e à experimentação de autorretratos como forma de expressão. Seu trabalho já foi exibido em diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, incluindo Paris, Londres, Lisboa, Porto e Zurique.

Em 2022, dois autorretratos da série Silêncio foram exibidos no Carrousel du Louvre, em Paris, durante o Salão Internacional de Arte Contemporânea.

Conquistou prêmios em concursos nacionais e internacionais como Paraty em Foco, Brasília Photo Show, Bienal of Photographic Art e BNW Minimalism Prize.

Em 2024, tirou o primeiro lugar no concurso internacional MIRA MOBILE PRIZE, em Porto, Portugal, onde esteve presencialmente para a exposição e a premiação.

Em 2025, recebeu duas menções honrosas no BNW IPA Awards, com exposição presencial em Paris.

Entre suas imagens premiadas estão Carro à Noite, feita numa rua vazia e nebulosa, e O Pulo, capturada em Paris. Atualmente, dedica-se à fotografia artística e à produção de obras de Fine Art para decoração de ambientes.

Conselhos para fotógrafos

  • Seja curioso, paciente e persistente.
  • Mova-se para explorar ângulos e luzes.
  • Conecte-se com o ambiente.
  • Fotografe o que desperte sentimento.

A entrevista mostra que, para Andréa, a fotografia vai além da técnica: é expressão, terapia e diálogo com o mundo. Uma inspiração para todos nós, que seguimos buscando novas formas de ver e sentir.

Matéria completa – em inglês.

Matéria completa – português DAS ESQUINAS AOS AUTORETRATOS POR DENTRO DO MUNDO FOTOGRÁFICO DE ANDRÉA SELIGMAN Por Andy Butler (1)

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